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Olá meninas! Como vão vocês?

Apesar de ter estado de férias e descansando, senti muita falta de poder falar com vocês. Queria, principalmente,  escrever e contar todas as últimas novidades dos meus cursos, passeios, vídeos, resenhas e, tudo que se refere ao mundo feminino.

Bem, como vocês devem ter visto nas minhas redes sociais, aproveitei as férias com meu marido. Viajamos aos Estados Unidos. Temos amigos e parentes por lá. Sendo assim, sempre que é possível, damos um jeitinho para uma escapada.(rsrsr)

Aguardem, minhas queridas, pois mais para a frente, farei os “posts” sobre as férias e, mostrarei as cidades nas quais ficamos: Las Vegas e  Nova Iorque, embora Nova Iorque, vocês já venham conhecendo comigo, através dos “posts” anteriores, uma vez que contei todos os detalhes sobre as oito semanas que estive por lá. Querem dar uma recordada? Minhas últimas semana em Nova Iorque.

Então, quem me conhece, sabe muito bem, que eu não consigo ficar totalmente inerte, parada, desligada de tudo, simplesmente porque estou descansando. Usei e abusei dos livros, os quais estava desejando ler há muito tempo. Sim… Eu tenho uma “Wish Book”, ou seja, uma “Wish List”, uma espécie de lista dos livros desejados e, que vemos nos sites de compras. Chamo assim porque é algo que quero muito e, à medida que posso, vou adquirindo e retirando-os da lista. Vale citar que estão organizados por prioridade de interesse.

Assim sendo, é óbvio que antes de viajar, passei a mão em “dois livros”. Um, eu leria, com certeza e o outro, seria uma reserva. Não sabemos se teremos tempo livre, além do esperado.

Um deles que recomendo é  “Champagne Supernovas”, escrito por Maureen Callahan. É editora e escritora especializada em cultura pop e moda. Trabalhou para o “New York Post” e já escreveu para “New York Magazine”, “Vanity Fair” e outras mídias.

 

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O livro foi lançado nos Estados Unidos em setembro de  2014 e chegou aqui, em agosto de 2015. Estava muito curiosa para lê-lo. Estava no topo da minha “wish list”.

 

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O livro aborda a História da moda, na década de 90, narrada a partir de três dos seus maiores ícones: Kate Moss, Marc Jacobs e Alexander McQueen. Todos com personalidade forte e única que redefiniram os significados de conceitos e tendências.

 

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A década de 90 foi muito intensa para a moda, foi a quebra de tabus ditados por muitos anos. Até os anos 80, a moda era das ditadoras “ombreiras” rsrs e, vinham com supermodelos. Assim que elas eram chamadas: Claudia Schiffer, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Naomi Campbell e Christy Turlington eram tidas como deusas do Olimpo.

Foi então, que houve a ruptura. Começava a valorização do estilo “street wear” e “grunge”. Nada mais do que a moda de rua apresentada nas passarelas. As maravilhosas modelos não faziam mais contexto para as mudanças que cada vez viam mais forte. O que era considerado “underground” (submundo) e alternativo, surgiam nas principais passarelas do  mundo da moda, como “up” (algo, realmente, para cima).

 

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Tenho um carinho especial para com, os anos 90. Lembro muito bem desta mudança. Era a minha transição do Ensino Médio (Colegial, na época) para a Faculdade, onde me libertava das ombreiras, as quais nunca gostei . Poderia aproveitar os vários estilos de roupas, principalmente porque frequentava uma Faculdade e, a vestimenta era liberada. Eu era muito magra e, não tinha nada a ver com a outra década. Sentia-me bem usando as roupas mais leves, soltas, jogadas. Combinava perfeitamente com o meu estilo.

Outro acontecimento, que marcou esta década, foi a realização de um sonho: Abri o meu Salão de Beleza com minha irmã.

Neste contexto, surgiram as “antimodelos” que tiveram como representante, a modelo inglesa Kate Moss, que tinha o estilo “heroin chic” ( Heroína, droga propriamente), foi marcado pelo surgimento das modelos pálidas, excessivamente magras, com expressão nada saudável e, que representavam uma resistência às modelos curvilíneas e mais “luminosas” como Cindy Crawford.

Kate Moss foi descoberta pela fotografa Corine Day, responsável por vários “looks”. Não só de Kate Moss, mas como de outras  modelos em intimidades grotescas: depois dos desfiles, fumando, transando e drogando-se. Corine Day queria mostrar este submundo, o podre que existia na vida das modelos e celebridades. Tudo isto fica bem claro na narração do livro.

 

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É um mergulho interessante nos anos 90. Uma leitura prazerosa e rápida, não só para quem goste de moda, mas também quem apreciaria uma recordação do período que transformou a visão do mundo. E nada mais gostoso, do que ver esta transformação através dos ícones que reinventaram a moda. Os três são os maiores representantes deste mundo marginal.

Alexander McQueen, foi o último gênio de inventividade, antes da mercantilização da moda. Dos três, ele era considerado o mais “submundo”, devido os seus próprios problemas pessoais. Ele sempre quis ser o provocador. Tinha uma atração pelo sinistro e pelo perigo. Era uma alma perturbada, mas um gênio. Infelizmente, por ser tão excêntrico tirou a própria vida.

Foto reprodução de Alexander McQueen.

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Kate Moss, a representante fiel da década. Hoje encontra-se aposentada, mas por causa dos escândalos, perdeu muito prestigio no mercado. De vez em quando, faz alguns trabalhos.

Foto reprodução da revista Interview.

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Marc Jacobs, começou muito cedo a sua carreira de estilista. Mesmo quando foi demitido da marca “Perry Ellis” não se abateu e continuou com o seu ideal de transformação. Ele é o único que está na ativa, até os dias de hoje. É o mais influente estilista, atualmente, responsável pelas marcas “Marc Jacobs” e “Marc by Marc Jacobs”.

Foto reprodução de Marc Jacobs.

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O livro chega a descrever no final dos anos 90, uma outra mudança que estava surgindo e, como modelo, a escritora cita a nossa brasileira Gisele Bundchen “ …Gisele Bundchen só estava na cena, havia um ano e estava virando uma superestrela, uma deusa bronzeada e atlética reminiscente das amazonas dos anos 1980.”

Gisele  estreou no mundo da moda no desfile de Alexander McQueen, “ The Golden Shower” (Chuva Dourada), na Inglaterra.

Vídeo: desfile de Gisele.

Bem, meninas.

Espero ter despertado em vocês a vontade de ler esta maravilhosa narrativa, contada a partir de três Histórias verídicas do mundo da moda.

Gostei muito de ter iniciado o meu primeiro “post” de 2016 com um livro, principalmente, porque falava de moda, o que tem tudo a ver com beleza, Não é o que gostamos?

Por isto, sugiro esta leitura fácil, gostosa e tão rica em conhecimento humano.

Gostaria muito que, depois, vocês me dessem um “feedback” sobre o livro e, se por acaso você já leram, expressem a sua opinião. É muito importante para mim.

Muito obrigada pela atenção e carinho.

Um feliz 2016 para todos nós!

Mil beijos!

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Olá, meninas! Tudo bem?

Hoje falarei sobre o meu curso de inglês que fiz na escola “English Language Second”, na cidade de Nova Iorque.

Como vocês sabem, ou para quem ainda não sabe, decidi ir a Nova Iorque para fazer um upgrade de inglês e de maquiagem. Eu já venho contando ao longo dos nossos encontros sobre a minha estádia na Big Apple. Inclusive tenho um post sobre o meu primeiro curso de maquiagem na Make Up For Ever.

Que tal passearmos um pouco nas aulas de inglês?

Eu adoro estudar idiomas. Comecei a fazer curso de inglês em Santos, minha cidade natal, no CCBEU, quando eu tinha quinze anos, e desde aquela época não parei mais. Ao terminar o curso de inglês em Santos, eu já fazia aulas de conversação particular com a professora Eroni Campos. Fui aconselhada por ela a fazer Faculdade de Letras, já que eu gostava de estudar inglês.

Então, cursei letras. Continuei trabalhando com beleza, minha outra paixão. E, só depois de anos, muitos anos, rsrs, voltei a fazer aulas com a professora Eroni, onde estou até hoje. Para mim é fundamental não parar com aulas de inglês. É o meu momento em que posso sempre atualizar-me.

Seis meses antes de ir a Nova Iorque, soube que uma das provas que contaria mais ponto na hora da minha classificação da turma era Redação, foi assim, que comecei a estudar pesado composição. Fazia um texto por semana com temas atuais para a Eroni corrigí-los; isso me ajudou muito.

No dia do meu embarque, eu só pensava que em poucas horas estaria realizando o meu sonho de estudar inglês nos Estados Unidos.

Estava tão ansiosa para começar as aulas no curso da “ELS” que na noite anterior arrumei o meu material, minha mochila, como se fosse o primeira dia de aula na escolinha fundamental, rsrs.

Já estava com a minha rota do meu amigo Google Maps, pronta para o dia seguinte.

A escola ELS situa-se na 75 Varick St, New York, NY 10013.

Ao chegar no prédio da escola, já fui recebidos por um atendente que iria checar nosso nome. A fila era imensa de estudantes de todos as idades. Todos ainda muito quietos. Era um silêncio! E o mais engraçado era que o estudante que estava a minha frente percebeu, através da minha pasta, que eu era do Brasil, porque eu estava segurando a pasta da agência de intercâmbio brasileira. Recebi uma carteirinha para ter acesso a escola de inglês. Fui ao segundo andar, o qual era ocupado exclusivamente pelo curso de inglês.

Foram mais de duas horas preenchendo formulários e mais formulários. Eles foram muito organizados em adquirir todas as informações que eles necessitavam sobre os alunos. Formei fila em várias sala de aulas, onde tinha que preencher os formulários. Cada classe tinha uma equipe com três professores coordenando. Passei mais ou menos em cinco classes, sempre formando filas em pé ou sentada.

Os formulários eram vários: para o Governo dos Estados Unidos, mesmo a minha agência já tendo feito a documentação com a escola, tive que colocar todos os meus dados, incluindo onde moro no Brasil e onde residiria em Nova Iorque; o nome da pessoa responsável por mim na escola, na hipótese de que algo viesse a ocorrer, seria para essa pessoa que eu viria me repostar,já que a minha estadia na cidade é controlada pelo Governo, e assim eu não poderia exercer nenhuma função remunerada; quem seria a pessoa no Brasil que eles teria que entrar em contato caso houvesse algum problema; assinar a declaração de que eu não queria tomar as vacinas, pois agora é lei nos Estados Unidos em que o imigrante deve tomar as vacinas querendo ou não, e só era liberado quem estiver com a carteira de vacinação do seu país em dia ou um atestado do seu médico; se eu precisaria abrir uma conta de estudante, para os alunos que ficariam mais tempo e necessitavam receber dinheiro de fora do país; e para escolher o seu período de aula: manhã ou tarde. No meu caso, eu optei pelas as aulas da manhã, porém ao saber que as aulas de redação e prática auditiva seriam só na parte da tarde, pensei em acrescentar o período da tarde.

Quando terminei de preencher tudo, o “ELS” ofereceu aos alunos um coffee break, porque depois do intervalo teria a prova para sabermos em qual nível eu iria me encaixar.

A prova de classificação consistia em três partes: oral, gramática e prática auditiva. Conforme eu terminava uma prova junto com um grupo de alunos, passávamos para outra etapa e assim por diante. Gostei muito da prova oral, bate-papo, que foi dada pela professora Shirley, a qual me deixou muito a vontade. Falamos sobre o meu país e as pessoas que deixei, e ela me perguntou se eu tinha animais. A prova de gramática tinha duas partes: começou com exercícios básicos e ao longo da prova as questões foram ficando mais complicadas, e a segunda parte era uma redação com tema livre. E por último a pratica auditiva que começou com frases, diálogos e por último um texto. Todas as provas eram de múltiplas escolhas.

A escola possui dezoito módulos, sendo que cada um tem a duração de quatro semanas. O mínimo que um aluno pode ficar são quatro semanas. O meu curso seria de 8 semanas na parte da manhã.

No dia seguinte, tive que chegar mais cedo para saber qual seria a minha classe. Fiquei feliz em ver que fui bem na prova e me colocaram na turma de avançado II. Imediatamente, liguei para a minha professora de inglês no Brasil, para dizer a novidade.

Depois de saber a classe, as aulas começaram. No meu primeiro módulo, teria três matérias: gramática e laboratório com o Tomy, e vocabulário com a Shirley.

Recebi o livro de gramática montado pelo ELS “Structure and Speaking Practice”, e o de vocabulário a escola emprestou o “Vocabulary Power 3”, e os cartões que ganhei no final do curso. Gostei tanto do livro de vocabulário que decidi comprar o meu no site Amazon.

Na minha classe, nós éramos em quinze alunos. A maioria eram todos jovens, que estavam lá para entrarem na universidade Americana. O aluno teria que fazer todos os módulos para depois candidatar-se nas universidades. E foi neste exato momento que percebi que o curso era bem puxado e era melhor eu ficar só na parte da manhã, porque seria difícil conciliar com o curso de maquiagem.

As aulas de gramática e de vocabulário eram uma coisa de louco! Lições e mais lições para casa, e em classe sempre fazíamos os exercícios em dupla, mas os dois professores sempre trocavam os pares, os alunos iriam se conhecendo melhor. A minha turma era formada por diversas nacionalidades: Cazaquistão, China, Coreía, Japão, Arábia Saudita, Uruguai e Brasil, que era a Carol e eu.

O primeiro lugar que eu conheci de foi o café do edifício, que situa-se no terceiro andar, o qual o ELS reserva um espaço para as aulas de laboratório e turmas pequenas.

Cada professor tem a sua sala, são os alunos que devem se deslocar entre uma sala de aula para a outra.  A sala da Shirley era bem aconchegante, sempre tinha biscoitinhos, bolachas, batatas chips e balas para a gente pegar. Não era proibido comer e nem beber em sala de aula, todos os alunos chegavam com copos de café ou chá. Os professores tinham o habito de ter sempre em mãos uma garrafinha de café, eles bebem muito café. No mínimo, o tamanho de copo de café era de 300 ml, acho que por isso o café é fraco. Eu acabei pegando o costume, e sempre estava com o meu copo em mãos. Depois de um mês em Nova Iorque, eu já de saia de casa com a minha squeeze com chá quente. Foi um vício!

Eu preferia chegar cedo e ficar no café estudando um pouco antes de começarem as aulas. Era um ambiente ótimo: tinha música, wi-fi e um almoço bom e barato. Eu sempre almoçava com os meus amigos e, muitas vezes, eu comprava a minha janta para comer mais tarde, rsrs. Sinto falta dos amigos que fiz ao longo do curso, éramos uma turma de diversos países. E o interessante é que um aprendia com o outro sobre vários assuntos. O que eu mais gostava era saber como eles viviam em seus países.

Vista do Café para a rua Varick.

No primeiro módulo, fiz amizade com uma chinesa, a Panda, era assim que ela gostava que a chamassem, e a Areej, uma saudita. Bem, a Panda quer ser médica e cursar a universidade nos Estados Unidos. Nós conversávamos muito; ela sentia muita falta da mãe dela. Com certeza ela voltaria para casa só daqui uns oito anos. E a Areej ganhou uma bolsa do seu país para fazer mestrado nos Estados Unidos. No final do curso, quando o meu marido foi me buscar e passear um pouco, a Areej fez para ele charutinho de uva. Vocês acreditam? Achei tão delicado da parte dela. Em breve, voltarei a Nova Iorque, e elas são duas amigas que irei procurar. Areej é muçulmana, e em respeito a religião dela, não colocarei nenhuma foto. Ainda bem que existe Facebook e “Whats App”,pois é através desses canais que mantenho contato com elas.

Bem, de volta para as aulas. No primeiro módulo, a aula de gramática era avaliada com duas provas; a de vocabulário era avaliada com uma prova, uma apresentação em grupo e toda semana tínhamos que entregar dez frases usando as palavras do cartão de vocabulário.

Nas aulas de gramática, todo dia tínhamos temas polêmicos para opinar em sala de aula e todos estes temas o professor trazia para a nossa realidade, perguntando para cada um de nos era visto ou entendido em nosso país, temas como: choque de gerações, homofobia, prós e contras da internet, e muito mais.

As aulas de vocabulário eram bem puxadas. A Shirley era muito exigente com a gente, não podia nem abrir o bico, rsrs. Mas eu gostei muito dela. Sabe aquele ditado: quando o professor é exigente, o aluno nunca esquece? Pois, então, foi isso mesmo, adorei as aulas e a Shirley. A aula era muito dinâmica, chegávamos a criar mini-peças que eram bem divertidas. Como eu falei, toda segunda tínhamos apresentação em que devíamos utilizar no mínimo seis palavras da lição estudada na semana anterior. Falei de vários temas: sobre meu país, minha cachorrinha, sobre as aulas de maquiagem que estava fazendo, e sobre o nosso carnaval, que foi a apresentação que mais fez sucesso, principalmente entre os meninos, que já haviam ouvido algo sobre o carnaval, mas tinham muita curiosidade sobre o tema. E foi a partir desse tema que dois meninos, um coreano e um japonês, me convidaram para fazermos juntos uma mini-peça sobre entitulada “Um estrangeiro que chega para o carnaval”. A peça foi hilária!

O curso começava às 9:00 hrs e terminava às 12:45 hrs. Eu acabava o curso faminta. Tinha dias que almoçava no café e outros que saia direto para casa. Nesse horário, era tranquilo para pegar o metrô, praticamente vazio. De manhã tinha movimento, mas nada se compara com o nosso metrô. Até poderia ficar em pé em uma ou duas estações, mas logo sentava. A diferença é que em Nova Iorque tem metrô para cada canto da cidade, por isso não é lotado.

Terminado o primeiro módulo, tive uns três dias de folga antes de começar o outro módulo. O processo de classificação que passei era só para quem entra. Então, estava livre, rsrs.

Quando voltamos às aulas, ficamos muito felizes de nos encontrarmos. A Panda continuou na minha sala, mas a Areej foi para outra.

Agora, neste segundo módulo, estava no Avançado III. Depois deste curso, só faltariam dois para concluir o curso completo. Porém, no meu caso, este seria meu último módulo.

Neste segundo módulo, as aulas consistiam em: gramática com Thomas, vocabulário com a Shirley e prática auditiva com a Ana.

As aulas de gramática com o Thomas foram mais relaxantes. Ele cobrava a lição, mas passava de um jeito mais leve e divertido. Ele fazia questão de ser um amigo para a gente. Como era a conclusão do curso avançado, teríamos que fazer uma prova no meio do módulo e uma prova oral final, com no mínimo de 15 minutos e podíamos usar o computador e o telão da classe, caso precisássemos. Meu Deus, seria desafiante!

Então, para a conclusão da aula de gramática, eu precisaria falar de algo que dominasse, porque não teria tempo de ficar estudando muito para a minha apresentação. O que eu poderia falar? O que está mais fresco na minha cabeça, alem  maquiagem? Todos na sala já sabiam que eu fazia curso de make de noite, e, antes de eu divulgar o meu tópico, teve amigas de classe que vieram falar comigo dizendo que eu deveria explicar sobre make, porque elas queriam aprender algo, e se eu precisasse de modelos, elas estavam se candidatando, rsrs. Achei legal, porque era sobre este tema que eu iria tratar e foi bom certificar-me que era isso que eles esperavam de mim. Foi assim que divulguei o meu tema: “Explicar e valorizar os sob tons de peles undertons que temos”.

No dia da apresentação, utilizei “Face Chart”, minhas folhas que ganhei da MUD (Academia de maquiagem – Make up Desginory) para ilustrar e criar a minha make, com o fundamento de reproduzir os undertons. Levei alguns materiais de make para mostrar como eu fiz, como: as cores de airbrush de base, de contorno e de iluminadores, os pincéis, as paletas de contornos e os iluminadores. A minha apresentação foi proveitosa; todos os alunos faziam perguntas e queriam saber um pouco mais. O Thomas curtiu e disse que agora ele iria explicar para a esposa dele, e confessou que sempre teve curiosidade de saber algo desse universo feminino.

Face Chart é um croqui de maquiagem, que o profissional da área utiliza para criar os seus looks antes de recriá-los nas clientes. Esse tipo de desenho é utilizados em desfiles, onde os maquiadores têm que seguir à risca o que está no papel.

As aulas de vocabulário continuaram do mesmo jeito. Foi ótimo, porque poderíamos dar continuidade ao trabalho da Shirley.

As aulas de prática auditiva consistiam em duas provas e um trabalho em classe. Aprendi muito nessa aula. Tivemos que usar abreviações para tomar nota de alguns textos que ouvíamos e as técnicas para alcançarmos tais objetivos. Neste segundo módulo, gostei muito do livro e comprei um para mim direto com a editora.

Concluída a minha apresentação sobre undertons, comecei a estudar para a prova final do meu módulo, a qual seria aplicada pelo professor Thomas. O teste foi difícil e longo, com tempo cronometrado  para resolver todos os exercícios. Ainda bem que depois do almoço saberia a minha nota. Resolvi almoçar no café e, mais tarde, saber se tinha concluído o módulo avançado.

Depois do almoço, o professor Thomas chamou os alunos para a classe e passou as notas. Passei!!!! Fiquei muito feliz e realizada com a minha conquista.

A escola oferece uma cerimônia de formatura, mas, infelizmente, eu não poderia comparecer, porque estaria no Workshop “The Makeup Show”. Expliquei a minha situação ao professor Thomas e ele falou que eu poderia comparecer outro dia e retirar o meu diploma com o James, que era o nosso supervisor.

Consegui passar na escola dois dias depois da formatura e retirar meu diploma. E, claro, registrar este momento muito importante para mim.

A experiência que tive em estudar nos Estados Unidos foi única, enriqueceu muito a minha pronúncia, principalmente pela convivência com os professores e funcionários da escola, os quais são nativos.

 

O curso terminou e minha viagem já caminhava para o fim. Eu já estava em Nova Iorque a dois meses e a neve que antes caia, agora já virava primavera. O clima começava a esquentar em Nova Iorque, e a cidade estava bastante florida. De um dia para o outro a cidade amanheceu bastante florida. A Prefeitura planta flores em todas as praças e canteiros. É a paisagem mais linda!

Sou grata ao meu marido, que me deu forças para realizar o meu sonho.

Ficamos por aqui. Espero que vocês tenham gostado e curtido de acompanhar-me em mais uma jornada em Nova Iorque.

Muito obrigada pelo carinho. Mil beijos.

Aproveitem e visitem o meu site.

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É com prazer que inauguro a seção de livros do blog com títulos infantis, neste mês que é todo dedicado à criança.

No primeiro domingo do corrente mês, fui ao lançamento da Editora MOVpalavras, realizado na Livraria da Villa, situada na Rua Fradique Coutinho, 915, em São Paulo. A Editora é direcionada ao público infantil.

 “Se os leitores estão sempre em formação e a leitura, quando descoberta, é tão prazerosa e envolvente, por que não tornar esse fazer-se leitor uma trajetória constante? Pensando nisso, a MOVpalavras publica livros fascinantes e complexos para esses pequenos leitores que nascem a cada dia.” – texto extraído da editora.

A Editora possui vários títulos direcionados à faixa etária dos pequenos leitores: leitor iniciantes (5 anos), leitor autônomo (7 anos), leitor experiente (9 anos) e também uma seção para jovens e adultos.

O evento foi prazeroso, com uma atmosfera agradabilíssima, e repleto de crianças. Fiquei feliz em ver que os pais levam seus filhos para uma tarde de autógrafos, mesmo com o forte apelo que vem da internet. Um livro sempre vai ser “o livro”, que desperta a imaginação e começa a trabalhar o gosto pela leitura. Fiquei com pena da minha sobrinha, Letícia, de 4 anos, de não estar aqui em São Paulo comigo. Ela teria amado, por que, desde bebê, minha irmã e eu estimulamos nela o interesse por livros e hoje ela pega um livro para ler, ou seja, interpretar do jeito dela as histórias, para as suas bonecas.

A procura foi tão grande que a administração do evento decidiu abrir outro espaço no andar superior, mais ou menos duas horas após o inicio do evento, para acomodar melhor os autores e o público que compareceu em peso.

Eram tantos títulos que foi difícil escolher qual eu levaria para casa. Depois de muito folhear, decidi comprar dois: CADA BICHO COM SEU CAPRICHO e OLHA LÁ A ANA!, ambos classificados como leitor autônomo (7 anos).

Enquanto esperava a minha vez para o autógrafo, decidir ler antes e depois enviar os livros para a minha sobrinha. O autor Carlos Machado e a autora Dani Gutfreund foram muito simpáticos. Os livros foram autografados em meu nome; quero que ela receba dessa forma, para incentivá-la cada vez mais ao mundo literário.

Resolvi colocar a sinopse dos livros para que vocês tenham uma ideia do que trata-se a história. Os resumos foram cedidos gentilmente por Márcio Paludetti, área comercial, extraído do catálago da editora.

 

CADA BICHO COM SEU CAPRICHO:

Um cão que diz “miau”, uma aranha tecelã do tempo, um cavalo-marinho em dúvida, um ornitorrinco bem ornitorrinco… Esses são alguns dos bichos que habitam o livro de poemas de Carlos Machado, cujas rimas bem construídas aguçam, no pequeno leitor, a atenção e o gosto pelas palavras, criando imagens surpreendentes como, por exemplo, as associações: “A BORBOLETA É UMA LAGARTA DE ASA-DELTA” ou “– VOCÊS NÃO ENTENDEM? AI, QUE ESTUPIDEZ! SOU CÃO POLIGLOTA, SEI FALAR GATÊS!”. Os poemas, escritos em maiúsculas, parecem pedir a leitura em voz alta, divertindo a mente e os ouvidos. Do mesmo modo, as ilustrações de Geraldo Valério, grandes e geométricas, parecem saltar da página, em uma verdadeira explosão de cores e formas que nos inspiram a continuar criando novos poemas para os bichos que ainda não foram convidados para essa festa.

Um pouco sobre os autores:

Carlos Machado (Muritiba, Bahia, 1951): É jornalista e poeta. Cursou engenharia mecânica na UFBA e, em São Paulo, fez jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Em 2002, criou o Poesia.net, publicação quinzenal dedicada à poesia. Publicou, entre outros livros e antologias, Pássaro de Vidro (2006) e Tesoura Cega (2015). Vive em São Paulo.

Geraldo Valério (Divinópolis, Minas Gerais, 1970): É ilustrador e escritor, formado pela Escola de Belas-Artes da Universidade Federal de Minas Gerais, com mestrado em artes pela New York University. Começou a ilustrar em 1994 e tem trabalhos publicados no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Portugal. Gosta de trabalhar com pintura e colagem, técnica que considera mais intuitiva por incorporar os acasos. É autor de Abecedário de Aves Brasileiras e Abecedário de Animais Brasileiros. Vive no Canadá.

 

OLHA LÁ A ANA!:

Olha lá a Ana!, como o título sugere pela brincadeira melódica com as diferentes qualidades dos “as”, é uma prosa poética que apresenta a relação da personagem com suas ideias e pensamentos. O movimento e ritmo desses pensamentos reverberam nas ilustrações, que se concentram e organizam à medida que Ana consegue organizar suas ideias. Começa, então, uma travessia que é, ao mesmo tempo, da cidade ou do espaço público, e do espaço gráfico do livro. Ali, o pacote-ideia cresce progressivamente, tornando-se quase incômodo para Ana, enquanto o narrador, com estratégica impaciência, perde-a por alguns momentos. Esse trecho revela a armação textual e uma bonita contaminação de diferentes camadas do texto na identificação da construção narrativa. A travessia, por fim, termina no ponto em que começou, com a menina envolta em seus – agora novos – pensamentos. “Olha lá a Ana!” traz uma rara afinação entre o ritmo do texto, pontuado por sofisticadas rimas internas e por uma reverberação particular dos sons das palavras, e os grafismos da ilustração.

Um pouco sobre os autores:

Dani Gutfreund (São Paulo, Brasil, 1970): É educadora, tradutora e editora. Possui especialização em tradução pela City University de Londres e mestrado em literatura inglesa pela Goldsmith’s College – University of London. Atualmente, mora em São Paulo, é editora da MOVpalavras e trabalha no Educativo da Fundação Bienal de São Paulo. “Olha lá a Ana!” é seu primeiro livro infantil.

Sandra Javera (São Paulo, Brasil, 1985): É ilustradora, ceramista e arquiteta formada em arquitetura e urbanismo pela Universidade de São Paulo, FAU USP. Complementou sua formação com diversos cursos em instituições no país e na Parsons & SVA, em Nova York, onde vive. Colabora em revistas e jornais, e, desde 2011, ilustra regularmente livros para crianças.

 

E foi assim que eu terminei o meu domingo cheio de novidades e muito feliz por ter participado desse evento educativo e lindo.
Visite o site da Editora, quem sabe você não encontra um título que possa lhe agradar ou a um pequenino leitor.

Tem algum livro infantil que você goste ou que lhe faz lembrar da infância, com sabor de pipoca e algodão doce?

Muito obrigada pela atenção e companhia de vocês. Beijos e visite meu site: www.claudiadantasmakeup.com.

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Claudia Dantas, maquiadora, canceriana, casada e vive entre Santos e São Paulo. Ama sua cachorrinha, estudar e viajar. Nas horas vagas, adora cozinhar.
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