Intercâmbio de Inglês na Escola “ELS” em Nova Iorque « Claudia Dantas Mua
Intercâmbio de Inglês na Escola “ELS” em Nova Iorque
29 de outubro de 2015

Olá, meninas! Tudo bem?

Hoje falarei sobre o meu curso de inglês que fiz na escola “English Language Second”, na cidade de Nova Iorque.

Como vocês sabem, ou para quem ainda não sabe, decidi ir a Nova Iorque para fazer um upgrade de inglês e de maquiagem. Eu já venho contando ao longo dos nossos encontros sobre a minha estádia na Big Apple. Inclusive tenho um post sobre o meu primeiro curso de maquiagem na Make Up For Ever.

Que tal passearmos um pouco nas aulas de inglês?

Eu adoro estudar idiomas. Comecei a fazer curso de inglês em Santos, minha cidade natal, no CCBEU, quando eu tinha quinze anos, e desde aquela época não parei mais. Ao terminar o curso de inglês em Santos, eu já fazia aulas de conversação particular com a professora Eroni Campos. Fui aconselhada por ela a fazer Faculdade de Letras, já que eu gostava de estudar inglês.

Então, cursei letras. Continuei trabalhando com beleza, minha outra paixão. E, só depois de anos, muitos anos, rsrs, voltei a fazer aulas com a professora Eroni, onde estou até hoje. Para mim é fundamental não parar com aulas de inglês. É o meu momento em que posso sempre atualizar-me.

Seis meses antes de ir a Nova Iorque, soube que uma das provas que contaria mais ponto na hora da minha classificação da turma era Redação, foi assim, que comecei a estudar pesado composição. Fazia um texto por semana com temas atuais para a Eroni corrigí-los; isso me ajudou muito.

No dia do meu embarque, eu só pensava que em poucas horas estaria realizando o meu sonho de estudar inglês nos Estados Unidos.

Estava tão ansiosa para começar as aulas no curso da “ELS” que na noite anterior arrumei o meu material, minha mochila, como se fosse o primeira dia de aula na escolinha fundamental, rsrs.

Já estava com a minha rota do meu amigo Google Maps, pronta para o dia seguinte.

A escola ELS situa-se na 75 Varick St, New York, NY 10013.

Ao chegar no prédio da escola, já fui recebidos por um atendente que iria checar nosso nome. A fila era imensa de estudantes de todos as idades. Todos ainda muito quietos. Era um silêncio! E o mais engraçado era que o estudante que estava a minha frente percebeu, através da minha pasta, que eu era do Brasil, porque eu estava segurando a pasta da agência de intercâmbio brasileira. Recebi uma carteirinha para ter acesso a escola de inglês. Fui ao segundo andar, o qual era ocupado exclusivamente pelo curso de inglês.

Foram mais de duas horas preenchendo formulários e mais formulários. Eles foram muito organizados em adquirir todas as informações que eles necessitavam sobre os alunos. Formei fila em várias sala de aulas, onde tinha que preencher os formulários. Cada classe tinha uma equipe com três professores coordenando. Passei mais ou menos em cinco classes, sempre formando filas em pé ou sentada.

Os formulários eram vários: para o Governo dos Estados Unidos, mesmo a minha agência já tendo feito a documentação com a escola, tive que colocar todos os meus dados, incluindo onde moro no Brasil e onde residiria em Nova Iorque; o nome da pessoa responsável por mim na escola, na hipótese de que algo viesse a ocorrer, seria para essa pessoa que eu viria me repostar,já que a minha estadia na cidade é controlada pelo Governo, e assim eu não poderia exercer nenhuma função remunerada; quem seria a pessoa no Brasil que eles teria que entrar em contato caso houvesse algum problema; assinar a declaração de que eu não queria tomar as vacinas, pois agora é lei nos Estados Unidos em que o imigrante deve tomar as vacinas querendo ou não, e só era liberado quem estiver com a carteira de vacinação do seu país em dia ou um atestado do seu médico; se eu precisaria abrir uma conta de estudante, para os alunos que ficariam mais tempo e necessitavam receber dinheiro de fora do país; e para escolher o seu período de aula: manhã ou tarde. No meu caso, eu optei pelas as aulas da manhã, porém ao saber que as aulas de redação e prática auditiva seriam só na parte da tarde, pensei em acrescentar o período da tarde.

Quando terminei de preencher tudo, o “ELS” ofereceu aos alunos um coffee break, porque depois do intervalo teria a prova para sabermos em qual nível eu iria me encaixar.

A prova de classificação consistia em três partes: oral, gramática e prática auditiva. Conforme eu terminava uma prova junto com um grupo de alunos, passávamos para outra etapa e assim por diante. Gostei muito da prova oral, bate-papo, que foi dada pela professora Shirley, a qual me deixou muito a vontade. Falamos sobre o meu país e as pessoas que deixei, e ela me perguntou se eu tinha animais. A prova de gramática tinha duas partes: começou com exercícios básicos e ao longo da prova as questões foram ficando mais complicadas, e a segunda parte era uma redação com tema livre. E por último a pratica auditiva que começou com frases, diálogos e por último um texto. Todas as provas eram de múltiplas escolhas.

A escola possui dezoito módulos, sendo que cada um tem a duração de quatro semanas. O mínimo que um aluno pode ficar são quatro semanas. O meu curso seria de 8 semanas na parte da manhã.

No dia seguinte, tive que chegar mais cedo para saber qual seria a minha classe. Fiquei feliz em ver que fui bem na prova e me colocaram na turma de avançado II. Imediatamente, liguei para a minha professora de inglês no Brasil, para dizer a novidade.

Depois de saber a classe, as aulas começaram. No meu primeiro módulo, teria três matérias: gramática e laboratório com o Tomy, e vocabulário com a Shirley.

Recebi o livro de gramática montado pelo ELS “Structure and Speaking Practice”, e o de vocabulário a escola emprestou o “Vocabulary Power 3”, e os cartões que ganhei no final do curso. Gostei tanto do livro de vocabulário que decidi comprar o meu no site Amazon.

Na minha classe, nós éramos em quinze alunos. A maioria eram todos jovens, que estavam lá para entrarem na universidade Americana. O aluno teria que fazer todos os módulos para depois candidatar-se nas universidades. E foi neste exato momento que percebi que o curso era bem puxado e era melhor eu ficar só na parte da manhã, porque seria difícil conciliar com o curso de maquiagem.

As aulas de gramática e de vocabulário eram uma coisa de louco! Lições e mais lições para casa, e em classe sempre fazíamos os exercícios em dupla, mas os dois professores sempre trocavam os pares, os alunos iriam se conhecendo melhor. A minha turma era formada por diversas nacionalidades: Cazaquistão, China, Coreía, Japão, Arábia Saudita, Uruguai e Brasil, que era a Carol e eu.

O primeiro lugar que eu conheci de foi o café do edifício, que situa-se no terceiro andar, o qual o ELS reserva um espaço para as aulas de laboratório e turmas pequenas.

Cada professor tem a sua sala, são os alunos que devem se deslocar entre uma sala de aula para a outra.  A sala da Shirley era bem aconchegante, sempre tinha biscoitinhos, bolachas, batatas chips e balas para a gente pegar. Não era proibido comer e nem beber em sala de aula, todos os alunos chegavam com copos de café ou chá. Os professores tinham o habito de ter sempre em mãos uma garrafinha de café, eles bebem muito café. No mínimo, o tamanho de copo de café era de 300 ml, acho que por isso o café é fraco. Eu acabei pegando o costume, e sempre estava com o meu copo em mãos. Depois de um mês em Nova Iorque, eu já de saia de casa com a minha squeeze com chá quente. Foi um vício!

Eu preferia chegar cedo e ficar no café estudando um pouco antes de começarem as aulas. Era um ambiente ótimo: tinha música, wi-fi e um almoço bom e barato. Eu sempre almoçava com os meus amigos e, muitas vezes, eu comprava a minha janta para comer mais tarde, rsrs. Sinto falta dos amigos que fiz ao longo do curso, éramos uma turma de diversos países. E o interessante é que um aprendia com o outro sobre vários assuntos. O que eu mais gostava era saber como eles viviam em seus países.

Vista do Café para a rua Varick.

No primeiro módulo, fiz amizade com uma chinesa, a Panda, era assim que ela gostava que a chamassem, e a Areej, uma saudita. Bem, a Panda quer ser médica e cursar a universidade nos Estados Unidos. Nós conversávamos muito; ela sentia muita falta da mãe dela. Com certeza ela voltaria para casa só daqui uns oito anos. E a Areej ganhou uma bolsa do seu país para fazer mestrado nos Estados Unidos. No final do curso, quando o meu marido foi me buscar e passear um pouco, a Areej fez para ele charutinho de uva. Vocês acreditam? Achei tão delicado da parte dela. Em breve, voltarei a Nova Iorque, e elas são duas amigas que irei procurar. Areej é muçulmana, e em respeito a religião dela, não colocarei nenhuma foto. Ainda bem que existe Facebook e “Whats App”,pois é através desses canais que mantenho contato com elas.

Bem, de volta para as aulas. No primeiro módulo, a aula de gramática era avaliada com duas provas; a de vocabulário era avaliada com uma prova, uma apresentação em grupo e toda semana tínhamos que entregar dez frases usando as palavras do cartão de vocabulário.

Nas aulas de gramática, todo dia tínhamos temas polêmicos para opinar em sala de aula e todos estes temas o professor trazia para a nossa realidade, perguntando para cada um de nos era visto ou entendido em nosso país, temas como: choque de gerações, homofobia, prós e contras da internet, e muito mais.

As aulas de vocabulário eram bem puxadas. A Shirley era muito exigente com a gente, não podia nem abrir o bico, rsrs. Mas eu gostei muito dela. Sabe aquele ditado: quando o professor é exigente, o aluno nunca esquece? Pois, então, foi isso mesmo, adorei as aulas e a Shirley. A aula era muito dinâmica, chegávamos a criar mini-peças que eram bem divertidas. Como eu falei, toda segunda tínhamos apresentação em que devíamos utilizar no mínimo seis palavras da lição estudada na semana anterior. Falei de vários temas: sobre meu país, minha cachorrinha, sobre as aulas de maquiagem que estava fazendo, e sobre o nosso carnaval, que foi a apresentação que mais fez sucesso, principalmente entre os meninos, que já haviam ouvido algo sobre o carnaval, mas tinham muita curiosidade sobre o tema. E foi a partir desse tema que dois meninos, um coreano e um japonês, me convidaram para fazermos juntos uma mini-peça sobre entitulada “Um estrangeiro que chega para o carnaval”. A peça foi hilária!

O curso começava às 9:00 hrs e terminava às 12:45 hrs. Eu acabava o curso faminta. Tinha dias que almoçava no café e outros que saia direto para casa. Nesse horário, era tranquilo para pegar o metrô, praticamente vazio. De manhã tinha movimento, mas nada se compara com o nosso metrô. Até poderia ficar em pé em uma ou duas estações, mas logo sentava. A diferença é que em Nova Iorque tem metrô para cada canto da cidade, por isso não é lotado.

Terminado o primeiro módulo, tive uns três dias de folga antes de começar o outro módulo. O processo de classificação que passei era só para quem entra. Então, estava livre, rsrs.

Quando voltamos às aulas, ficamos muito felizes de nos encontrarmos. A Panda continuou na minha sala, mas a Areej foi para outra.

Agora, neste segundo módulo, estava no Avançado III. Depois deste curso, só faltariam dois para concluir o curso completo. Porém, no meu caso, este seria meu último módulo.

Neste segundo módulo, as aulas consistiam em: gramática com Thomas, vocabulário com a Shirley e prática auditiva com a Ana.

As aulas de gramática com o Thomas foram mais relaxantes. Ele cobrava a lição, mas passava de um jeito mais leve e divertido. Ele fazia questão de ser um amigo para a gente. Como era a conclusão do curso avançado, teríamos que fazer uma prova no meio do módulo e uma prova oral final, com no mínimo de 15 minutos e podíamos usar o computador e o telão da classe, caso precisássemos. Meu Deus, seria desafiante!

Então, para a conclusão da aula de gramática, eu precisaria falar de algo que dominasse, porque não teria tempo de ficar estudando muito para a minha apresentação. O que eu poderia falar? O que está mais fresco na minha cabeça, alem  maquiagem? Todos na sala já sabiam que eu fazia curso de make de noite, e, antes de eu divulgar o meu tópico, teve amigas de classe que vieram falar comigo dizendo que eu deveria explicar sobre make, porque elas queriam aprender algo, e se eu precisasse de modelos, elas estavam se candidatando, rsrs. Achei legal, porque era sobre este tema que eu iria tratar e foi bom certificar-me que era isso que eles esperavam de mim. Foi assim que divulguei o meu tema: “Explicar e valorizar os sob tons de peles undertons que temos”.

No dia da apresentação, utilizei “Face Chart”, minhas folhas que ganhei da MUD (Academia de maquiagem – Make up Desginory) para ilustrar e criar a minha make, com o fundamento de reproduzir os undertons. Levei alguns materiais de make para mostrar como eu fiz, como: as cores de airbrush de base, de contorno e de iluminadores, os pincéis, as paletas de contornos e os iluminadores. A minha apresentação foi proveitosa; todos os alunos faziam perguntas e queriam saber um pouco mais. O Thomas curtiu e disse que agora ele iria explicar para a esposa dele, e confessou que sempre teve curiosidade de saber algo desse universo feminino.

Face Chart é um croqui de maquiagem, que o profissional da área utiliza para criar os seus looks antes de recriá-los nas clientes. Esse tipo de desenho é utilizados em desfiles, onde os maquiadores têm que seguir à risca o que está no papel.

As aulas de vocabulário continuaram do mesmo jeito. Foi ótimo, porque poderíamos dar continuidade ao trabalho da Shirley.

As aulas de prática auditiva consistiam em duas provas e um trabalho em classe. Aprendi muito nessa aula. Tivemos que usar abreviações para tomar nota de alguns textos que ouvíamos e as técnicas para alcançarmos tais objetivos. Neste segundo módulo, gostei muito do livro e comprei um para mim direto com a editora.

Concluída a minha apresentação sobre undertons, comecei a estudar para a prova final do meu módulo, a qual seria aplicada pelo professor Thomas. O teste foi difícil e longo, com tempo cronometrado  para resolver todos os exercícios. Ainda bem que depois do almoço saberia a minha nota. Resolvi almoçar no café e, mais tarde, saber se tinha concluído o módulo avançado.

Depois do almoço, o professor Thomas chamou os alunos para a classe e passou as notas. Passei!!!! Fiquei muito feliz e realizada com a minha conquista.

A escola oferece uma cerimônia de formatura, mas, infelizmente, eu não poderia comparecer, porque estaria no Workshop “The Makeup Show”. Expliquei a minha situação ao professor Thomas e ele falou que eu poderia comparecer outro dia e retirar o meu diploma com o James, que era o nosso supervisor.

Consegui passar na escola dois dias depois da formatura e retirar meu diploma. E, claro, registrar este momento muito importante para mim.

A experiência que tive em estudar nos Estados Unidos foi única, enriqueceu muito a minha pronúncia, principalmente pela convivência com os professores e funcionários da escola, os quais são nativos.

 

O curso terminou e minha viagem já caminhava para o fim. Eu já estava em Nova Iorque a dois meses e a neve que antes caia, agora já virava primavera. O clima começava a esquentar em Nova Iorque, e a cidade estava bastante florida. De um dia para o outro a cidade amanheceu bastante florida. A Prefeitura planta flores em todas as praças e canteiros. É a paisagem mais linda!

Sou grata ao meu marido, que me deu forças para realizar o meu sonho.

Ficamos por aqui. Espero que vocês tenham gostado e curtido de acompanhar-me em mais uma jornada em Nova Iorque.

Muito obrigada pelo carinho. Mil beijos.

Aproveitem e visitem o meu site.

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Claudia Dantas, maquiadora, canceriana, casada e vive entre Santos e São Paulo. Ama sua cachorrinha, estudar e viajar. Nas horas vagas, adora cozinhar.
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